Com explosão de novos moradores e empreendimentos, Recreio vê piora no trânsito em vias principais, alternativas e em áreas vizinhas

Recreio vê piora no trânsito em vias principais, alternativas e em áreas vizinhas Quem circula pelo Recreio dos Bandeirantes já percebeu: o trânsito piorou...

Com explosão de novos moradores e empreendimentos, Recreio vê piora no trânsito em vias principais, alternativas e em áreas vizinhas
Com explosão de novos moradores e empreendimentos, Recreio vê piora no trânsito em vias principais, alternativas e em áreas vizinhas (Foto: Reprodução)

Recreio vê piora no trânsito em vias principais, alternativas e em áreas vizinhas Quem circula pelo Recreio dos Bandeirantes já percebeu: o trânsito piorou — e muito — nos últimos anos. Com o crescimento no número de novos moradores, empreendimentos e veículos, o bairro vê o trânsito piorar não só nas vias principais, mas nas auxiliares e até em áreas vizinhas que eram mais tranquilas, como as "Vargens". O resultado aparece principalmente no fim da tarde, quando a Avenida das Américas e os principais acessos à região ficam tomados pelo congestiO que diz a Prefeitura Sobre os congestionamentos diários, a Prefeitura do Rio declarou que acompanha permanentemente o desenvolvimento do bairro para orientar a ocupação de acordo com as regras urbanísticas e ambientais. Segundo a prefeitura, o Plano de Mobilidade da Zona Sudoeste inclui uma série de intervenções para aumentar a capacidade viária das principais ruas do Recreio. A prefeitura disse ainda que realizou uma ampla requalificação do corredor BRT Transoeste.onamento. “É sempre e está piorando a cada dia. A tendência é aumentar mais. Tem vários empreendimentos aí, bastante gente, bastante carro se movimentando”, conta o vendedor Alexandre Campos, que trabalha na região. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Os números ajudam a explicar a mudança. Segundo o IBGE, o Recreio dos Bandeirantes tinha 37.572 moradores no Censo de 2000. Em 2010, eram 82.240. Já no Censo de 2022, o número chegou a 140.437. Em 22 anos, o bairro teve um crescimento de 273% na população e entrou para a lista dos 20 bairros mais populosos do Brasil. No mesmo período, a população da cidade do Rio de Janeiro cresceu apenas 6%, passando de 5,85 milhões para 6,21 milhões de habitantes. E o crescimento do Recreio não parou. Só no ano passado, a Prefeitura licenciou 906 novas unidades habitacionais no bairro. Neste ano, foram mais 692. Mais moradores significam também mais deslocamentos — e mais carros nas ruas. “Tudo mudou. É outro Rio de Janeiro, outro Recreio, outro bairro. Eu sou cria daqui e conheço o Recreio antes de tudo isso existir. O crescimento tinha que vir, porque outros bairros já não têm mais para onde crescer. Então a Zona Sudoeste foi a região que mais se desenvolveu nos últimos tempos. E o trânsito aumentou, a frota de carros aumentou”, afirma um morador da região. O problema é que a infraestrutura viária não acompanhou o mesmo ritmo de crescimento. Nos horários de pico, motoristas precisam enfrentar congestionamentos em sequência e ter paciência para atravessar os principais cruzamentos. “Tem que ficar tranquilo. Já tem que sair de casa sabendo que vai enfrentar um trânsito pesadíssimo, tanto na parte da manhã quanto na parte da tarde”, diz o motorista de aplicativo Fábio Maia. Para quem está atrás do volante, muitas vezes não há rota alternativa. Em alguns pontos, a disputa por espaço aumenta ainda mais o risco. Com o trânsito parado e os sinais fechados, motociclistas chegam a avançar pelas calçadas para tentar escapar do congestionamento, dividindo espaço com pedestres. O transporte público também mostra o tamanho da demanda. As estações de BRT do Recreio registram, em média, 41.751 embarques por dia. A região ainda é uma passagem para Vargem Grande e Vargem Pequena, áreas que também vêm crescendo na Zona Sudoeste. “Eu moro aqui perto e é todo dia esse trânsito. Cada vez pior”, relata o corretor Sandro Farani. Do alto, o tamanho do congestionamento A dimensão do problema fica ainda mais clara vista de cima. Em um sobrevoo do Globocop, no início da noite, foi possível acompanhar os principais pontos de retenção na região. Na chegada ao Recreio, o fluxo da Avenida das Américas se junta ao trânsito que vem da Avenida Salvador Allende. O resultado é um grande nó. Ao longo do trajeto, são vários sinais — alguns para retorno, outros para a travessia de pedestres. Quando o espaço diminui, qualquer obstáculo pode aumentar ainda mais a retenção. Em um dos pontos, um caminhão e um carro ocupavam uma das faixas. Mais adiante, perto do Rio Morto, as pistas central e lateral se juntam para quem segue em direção a Guaratiba. O trecho se transformou em um dos principais gargalos da região. O congestionamento também aparece no cruzamento com a Estrada Benvindo de Novaes, por onde chegam motoristas da Vargem Pequena. Quando o sinal fecha, o trânsito trava. Em frente a um shopping, carros parados para deixar passageiros ainda ocupam uma das faixas. A situação começa a melhorar apenas nas proximidades da Estrada dos Bandeirantes, na entrada do Túnel da Grota Funda. Mas quem tenta escapar da Avenida das Américas também encontra dificuldades. Na Avenida Lúcio Costa, pelo caminho da Praia da Reserva, o movimento é intenso no fim do dia. Na Estrada do Rio Morto, os quebra-molas obrigam os motoristas a reduzir a velocidade. Em Vargem Grande, outro ponto de retenção aparece na Estrada dos Bandeirantes. O cenário se repete por diferentes caminhos da região. O que diz a Prefeitura Sobre os congestionamentos diários, a Prefeitura do Rio declarou que acompanha permanentemente o desenvolvimento do bairro para orientar a ocupação de acordo com as regras urbanísticas e ambientais. Segundo a prefeitura, o Plano de Mobilidade da Zona Sudoeste inclui uma série de intervenções para aumentar a capacidade viária das principais ruas do Recreio. A prefeitura disse ainda que realizou uma ampla requalificação do corredor BRT Transoeste.