Apontado como chefe do tráfico no Santa Marta há 20 anos fugiu de operação pela mata perto do mirante, diz polícia

Polícia acredita que chefe do Santa Marta fugiu de operação pela mata O homem apontado como chefe do tráfico do Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul ...

Apontado como chefe do tráfico no Santa Marta há 20 anos fugiu de operação pela mata perto do mirante, diz polícia
Apontado como chefe do tráfico no Santa Marta há 20 anos fugiu de operação pela mata perto do mirante, diz polícia (Foto: Reprodução)

Polícia acredita que chefe do Santa Marta fugiu de operação pela mata O homem apontado como chefe do tráfico do Morro Santa Marta, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, só tem um mandado de prisão em aberto pela investigação contra o Comando Vermelho que começou há dois anos. Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano, atualmente está foragido e foi alvo da Operação Contenção nesta terça-feira (23). De acordo com a Polícia Civil, o chefe e o bando dele fugiram pela mata próxima ao Mirante Dona Marta. Segundo a polícia, o Mexicano é chefe da comunidade desde 2008, quando a primeira Unidade de Polícia Pacificadora foi inaugurada no local. O número de fuzis em circulação no Morro Santa Marta aumentou 650%, segundo a Polícia Civil. De acordo com a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a comunidade tinha 4 armas desse tipo e hoje há pelo menos 30 mapeados na região. A Polícia Civil não especificou o período de aquisição. As informações fazem parte de uma investigação iniciada em 2024 e que resultou na ofensiva desta terça-feira (23). Durante a ação, um passageiro de um ônibus que passava pela Rua São Clemente foi baleado na perna. Um grupo que foi acompanhar o nascer do sol no mirante no alto da favela ficou preso por causa dos disparos. Imóveis vizinhos também ficaram com marcas de balas, como a Igreja Metodista e um prédio residencial. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Homem com fuzil circula em feira no Santa Marta Divulgação/PCERJ Alvo conseguiu fugir Segundo a Polícia Civil, o responsável pelo aumento do arsenal é Francisco Rafael Dias da Silva, o Mexicano. A DRE afirma que ele assumiu o comando das atividades criminosas no Santa Marta e ampliou o poder bélico da facção. Mexicano não foi localizado e já é considerado foragido. “Nesse procedimento conseguimos demonstrar que Mexicano foi o responsável por aumentar o quantitativo de fuzis na região. Era uma região que tinha 4, 5 fuzis, e hoje temos mapeamento de pelo menos 30 fuzis naquela região”, afirmou o delegado Paulo Saback. As investigações também apontam que a organização criminosa é chefiada por Ronaldo Pinto Lima e Silva, o Ronaldinho Tabajara. Preso em uma penitenciária federal de segurança máxima em Brasília, ele continua dando ordens ao grupo, segundo a polícia. “Mesmo preso, ele consegue emitir direcionamentos para que a atividade criminosa continue perpetuando naquela área. Ele emite ordens, participa de deliberações gerais. Não só naquela localidade, mas em outras também. Há exemplos de determinação de roubos e crimes patrimoniais em toda a capital fluminense”, disse Saback. Drone da Polícia Civil flagra movimentação em boca de fumo Divulgação/PCERJ Vigilância por drone Imagens registradas por drones da instituição durante a investigação mostram homens armados circulando livremente pela comunidade. Em um dos flagrantes, um homem com um fuzil aparece caminhando por uma rua próxima a uma feira livre. Em outro, um criminoso é visto em uma laje ao lado de uma criança. Os equipamentos também registraram a movimentação em pontos de venda de drogas. Segundo a polícia, uma das imagens mostra uma boca de fumo funcionando nos fundos de uma casa. Ao longo da investigação, a DRE identificou pontos de venda de drogas, áreas de contenção armada e seteiras — muros vazados para permitir que traficantes atirem. Segundo Saback, o Santa Marta é considerado estratégico para o crime organizado por causa da circulação de turistas e visitantes. “A atividade de venda de entorpecentes é grande e rentável naquela localidade”, declarou.